:: Atrativos a visitação pública
O Parque Estadual da Pedra Branca abriga o pico mais alto da cidade do Rio de Janeiro, e conta com inúmeros atrativos naturais como mirantes, cachoeiras, grutas e praias que são acessados através de trilhas ou estradas.
Os atrativos históricos também estam representados nos aquedutos, casario colonial, ruínas, represas e igrejas centenárias.
- Trilha da Pedra do Quilombo
- Açúde do Camorim
- Trilha Circular do Pau da Fome
- Mirantes da Prainha
- Travessia Morgado-Ilha de Guaratiba
- Travessia Piábas-Grumari
- Travessia Grumari-Guaratiba
- Praias Selvagens de Guaratiba
- Pico da Pedra Branca
:: Objetivo Específico
Proteger o habitat de espécies da fauna e flora da Mata Atlântica, assim como os recursos minerais, especialmente os hídricos cujos rios abastecem parte da população que mora no entorno do parque. E disponibilizar espaços adequados para o lazer em contato com a natureza de maneira sustentável.
:: História
O processo de criação desta Unidade foi iniciado em abril de 1963, pelo Decreto nº 1.634, que declarou sua área de utilidade pública para fins de desapropriação. Somente em 1974, contudo, após longa fase de estudos, o Parque Estadual da Pedra Branca foi criado, por meio da Lei Estadual nº 2.377, de 28 de junho de 1974, cujos limites englobam, inclusive, as diversas Florestas Protetoras da União, ali existentes.
Tal como no Maciço da Tijuca, a história de proteção das florestas do Maciço da Pedra Branca sempre esteve associada à preservação do potencial hídrico, pois a devastação que ocorreu no Estado para dar lugar às diversas culturas também ocorreu na região do Parque. O esgotamento de tais recursos impulsionou a primeira iniciativa de proteção em 1908, quando o governo federal adquiriu as áreas dos mananciais do Rio Grande e do Rio Camorim visando o aprimoramento dos sistemas de captação e distribuição de água potável, que havia sido represada desde o século XIX para o abastecimento das populações vizinhas.
Na primeira metade do século XX, com o crescimento populacional no entorno, as garantias já se mostravam insuficientes. Nessa época, o governo federal instituiu as Florestas Protetoras da União de Camorim, Rio Grande, Caboclos, Batalha, Guaratiba, Quininha, Engenho Novo de Guaratiba, Colônia, Piraquara e Curicica com o objetivo de proteger aqueles recursos vitais.
:: Clima e Relevo
A temperatura média anual é alta, acima de 22º C, no verão varia de 30º C a 32º C, atingindo valores absolutos próximos dos 40º C. Em locais de mata fechada, a temperatura permanece na faixa de 25º C em dias quentes. O Inverno é ameno com médias acima de 18º C, mas nos pontos mais altos a temperatura pode beirar os 10º C.
O Parque Estadual da Pedra Branca está localizado no centro geográfico do município do Rio de Janeiro, compreendendo todas as encostas do Maciço da Pedra Branca localizadas acima da cota de nível de 100 metros. Estende-se por 12.500 hectares (125 quilômetros quadrados), que se limitam com vários bairros da Zona Oeste e da Baixada de Jacarepaguá. No Parque está situada o ponto culminante do município do Rio de Janeiro — o Pico da Pedra Branca, com 1.024 metros de altitude.
:: Fauna e Flora
Nas áreas florestais remanescentes, encontram-se espécies raras, endêmicas ou ameaçadas de extinção. Entremeiam-se espécies introduzidas pelo homem, como por exemplo cafeeiro, jaqueira e mangueira, que testemunham o passado de ocupação e exploração econômica da região, com várias espécies de madeiras de lei, muitas raras e ameaçadas, tais como jequitibás, tapinhoã, a endêmica noz-moscada-silvestre, somente encontrada no município do Rio, e vinháticos.
Nas proximidades da Represa do Camorim, no Pau-da-Fome, e na localidade de Monte Alegre, encontram-se comumente diversas espécies de figueiras (Ficus enormis, Ficus insipida, Ficus organensis e Ficus gomelleira), juçara ou palmito-doce, pau-d’alho e andá-açu.
De acordo com vários estudos científicos em andamento, pode-se constatar a riqueza da fauna local, com registro de muitas espécies raras e ameaçadas que têm atraído cada vez mais visitantes. Entre os mamíferos, destacam-se macaco-prego, o quase extinto porco-do-mato, preguiça, considerada ameaçada no município do Rio de Janeiro, furão, ouriço-cacheiro, cachorro-do-mato, tamanduá-de-colete, paca, mão-pelada, cutia, gato-do-mato e gato-maracajá, ambos ameaçados, dentre outros. Existem ainda várias espécies de morcegos (Artibeus spp., Desmodus sp. e Myotis sp.).
A avifauna é rica e os pesquisadores já identificaram mais de 180 espécies importantes. Entre aquelas ameaçadas de extinção, destacam-se tucano-do-bico-preto, araçari, gavião-pomba, gavião-pega-macaco, papagainho e jacupemba.
Quanto aos répteis, podem ser observadas serpentes como cobra-de-vidro, jararacas, cobra-verde e jibóia, além de outros répteis como teiú e lagarto-verde. Muitas espécies de insetos foram identificadas, especialmente borboleta-azul, ninfalídea (Parides spp., Papilio spp. e Caligo spp.), besouros serra-pau e baratas-da-mata.
:: Benefícios da unidade para o entorno
Além do abastecimento de água para as comunidades do entorno, o Parque Estadual da Pedra Branca se consolidou como importante área de lazer recebendo grupos de amigos e famílias em busca de recantos para prática de esportes, passeios e pic-nics.
:: Infra-estrutura
  
Algumas regiões do PEPB como as sedes do Pau da Fome e Camorim dispõe de infra-estrutura instalada com banheiros, centro de visitantes, trilhas sinalizadas, caminhos pavimentados, entre outras instalações. Algumas trilhas necessitam de manejo e carecem de sinalização e infra-estrutura básica como guaritas e banheiros.
- Conduta Consciente:
- Não fazer fogo. Cuidado com as guimbas de cigarro, não solte balões, não faça fogueiras e nem deixe resto delas espalhadas pelo chão.
- Não deixar lixo. Nas trilhas e passeios, leve sempre um saco de lixo e, se possível, recolha o lixo que encontrar.
- Não retirar plantas, solos e materiais da floresta. Ao retirar você estará colocando em risco espécies que já podem estar em extinção ou serem raras, além de estar interferindo na cadeia alimentar dos animais.
- Não alimentar animais silvestres pois você poderá causar doenças e até a morte deles.
- Não faça atalhos em trilhas você poderá se perder e causar um grande dano ao ecossistema.
- Não depredar o patrimônio cultural - pichar pedra, escrever em árvores e construções, arrancar sinalizações, quebrar qualquer coisa que seja só serve para enfeiar o Parque e por em risco você e outras pessoas.
- Sons- Não grite ou coloque aparelhos sonoros em alto volume para não incomodar a floresta, os animais e as pessoas.
- Não trazer animais domésticos, pois podem trazer doenças como também pegarem doenças, inclusive fatais. Além disso, alguns animais domésticos caçam os silvestres.
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